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Calvície

A Dihidrotestosterona faz com que o folículo capilar pare de crescer cabelo. Homens com tendência à calvície têm mais concen­tração de DHL e afinidade a androgênicos no folículo do cabelo.

Como medida paliativa, algumas pessoas utilizam androgênicos tó­picos como minoxidil e polysorbate 80, mas com pouco ou nenhum resultado para a maioria. Muito embora pareça que a persistência no uso destas substâncias seja o melhor. O resultado parece ser obtido com mais consistência após meses de aplicação contínua.

Ginecomastia: Saiba o que é...


Coloquialmente referida como “Teta de cadela”, a ginecomastia é uma manifestação caracterizada por excessivo desenvolvimento dos mamilos em indivíduos do sexo masculino. Pode ocorrer em um ou em ambos peitorais; usualmente, manifesta-se por uma coceira persistente e o aparecimento de um nódulo logo abaixo do mamilo. A ginecomastia normalmente aparece em três fases distintas da vida. Aproximadamente 60-90% de bebes recém-nascidos apresentam uma pequena ginecomastia devido à presença de estrógenos na placenta da mãe. Neste caso, a hipertrofia do mamilo, normalmente, desapa­rece em algumas semanas. Muitos casos também se manifestam em adolescentes de 10 a 14 anos. Ocorre que em adolescentes, às vezes, a produção de estrógenos processa-se mais rápido do que a produ­ção de testosterona, salientando-se assim caracteres femininos. E por último é a incidência de ginecomastia em homens na terceira idade que passam a converter estrógenos a partir da testosterona através de um processo denominado de aromatização. Esta hipertrofia normalmente não é cancerosa mas deve ser evitada.

A ginecomastia também pode ser desenvolvida por usuários de esteróides anabólicos, especialmente por aqueles que utilizam esteróides mais androgênicos. Ocorre que estes são os mais suscetí­veis à aromatização e a ginecomastia é um dos efeitos da aromatização. Às vezes, este processo é tão saliente que o nódulo formado abaixo do mamilo começa a atrair qualquer gordura exis­tente em volta, aumentando ainda mais a saliência.

A melhor forma de tratar a ginecomastia é evitar que ela apare­ça. Citrato de tamoxifeno (NOLVADEX) é um antagonista de estrógenos que trabalha bloqueando os receptores de estrógenos, sendo o medicamento mais utilizado entre os usuários de esteróides anabólicos. O citrato de tamoxifeno é usado principalmente para tratar câncer de mama em mulheres. Este medicamento pode causar a redução parcial da ginecomastia. Como lado negativo, o uso de NOLVADEX vem sendo relacionado com o desenvolvimento de câncer de fígado e uterino em mulheres que se servem dele por lon­go período.

A melhor forma de evitar a ginecomastia é não utilizar esteróides anabólicos, mas, se isto for inevitável, o melhor é utilizar aqueles que pouco aromatizam, ou seja, os menos androgênicos. Em caso de persistência, a ginecomastia pode ser removida cirurgicamente por um bom cirurgião plástico.

Você sabe o que é TPC?

Entenda melhor o que é uma terapia pós ciclo, mais conhecida como TPC
A terapia pós-ciclo (TPC) é um regime dietético e de medicamentos feito por usuários de esteróides anabolizantes para compensar, evitar e minimizar os efeitos colaterais decorrente do uso do esteróides anabolizantes. O objetivo é restaurar a produção endógena normal de hormônio sexual (tipicamente testosterona) depois do uso destes ergogênicos hormonais, dessa forma preservando a musculatura e força adquiridas e, minimizando efeitos colaterais como diminuição da libido, atrofia testicular, ginecomastia ou impotência sexual. Devido à ação severa de alguns esteróides anabolizantes no fígado (particularmente os orais – 17-AA), a TPC é utilizada também para ajudar a retirar algumas das toxinas do fígado e por fim prepará-lo para suportar um novo ciclo de esteróides anabolizantes.
Como fazer uma TPC? Veja Exemplos:

Exemplo 1: SERMS (Uma das mais conhecidas hoje)
Semana 1:
1) Clomifeno: 100mg/dia
2) Tamoxifeno: 40mg/dia
3) Vitamina E: 1.000UI/dia

Semana 2:
1) Clomifeno: 50mg/dia
2) Tamoxifeno: 40mg/dia
3) Vitamina E: 1.000UI/dia

Semana 3:
1) Clomifeno: 50mg/dia
2) Tamoxifeno: 40mg/dia
3) Vitamina E: 1.000UI/dia

Semana 4:
1) Tamoxifeno: 40mg/dia
2) Vitamina E: 1.000UI/dia

Semana 5:
1) Tamoxifeno: 20mg/dia

Semana 6:
1) Tamoxifeno: 20mg/dia
Total: 28 cps clomifeno
70 cps tamoxifeno

Exemplo 2:
Semana 1:
1) Clomifeno: 100mg/dia
2) Tamoxifeno: 40mg/dia

Semana 2:
1) Clomifeno: 100mg/dia
2) Tamoxifeno: 40mg/dia

Semana 3:
1) Clomifeno: 50mg/dia
2) Tamoxifeno: 20mg/dia

Semana 4:
1) Clomifeno: 50mg/dia
2) Tamoxifeno: 20mg/dia

Total cápsulas:
42 cápsulas Clomifeno
42 cápsulas Tamoxifeno

Exemplo 3:
Dia:
300mg Clomifeno (6 cápsulas)
ao 11º Dia:
100mg Clomifeno (2 cápsulas)
12º ao 21º Dia:
50mg Clomifeno (1 cápsula)
Total:
36 cápsulas Clomifeno

Drogas Utilizadas:
O clomifeno é um agonista parcial do receptor dos estrogênios. Contudo a sua ação é menos eficaz que a dos estrogênios normais (agonistas totais) da mulher, e portanto a sua administração inibe os efeitos dos estrogênios na hipófise. A redução desses efeitos diminui o efeito de feedback negativo sobre a glândula, que produz quantidades maiores de FSH e LH hormonioss que estimulam o desenvolvimento dos fóliculos e a ovulação. Encontrado em comprimido, geralmente como Citrato.

O Tamoxifeno é um Modulador Seletivo do Receptor de Estrógeno oral que é utilizado no tratamento do câncer de mama, e é atualmente o tratamento mais vendido para este tipo de câncer. Ele é utilizado para o tratamento de câncer de mama em estágios iniciais ou avançados em mulheres pré ou pós-menopáusicas. Também é aprovado pela Food and Drug Administration (FDA) para a redução da incidência de câncer de mama em mulheres com alto risco de desenvolvimento da doença. Também foi aprovado pela redução da incidência de câncer de mama contralateral (do seio do lado oposto).
Encontrado em comprimido na forma de citrato.
Quando começar com a TPC?

Confira a Tabela de meia vida das drogas:
Hemogenin: ……………………………………………12 horas após a última administração
Deca-Durabolin: …………………………………..……….21 dias após a última aplicação
Dianabol: ……………………………..……..12 horas após a última administração
Equipoise: …………………………..……….17 – 21 dias após a última aplicação
Fina: ……………………………………..………3 dias após a última aplicação
Primobolan depot: …………….………..15 dias após a última aplicação
Durateston: ……………………………..……3 semanas após a última aplicação
Cipionato de Testosterona: …..…..15 dias após a última aplicação
Enantato de Testosterona :………. 15 dias após a última aplicação
Propionato de Testosterona : ……..3 dias após a última aplicação
Testosterona em Suspensão: …….…24 horas após a última administração
Winstrol: ……………….……………………24 horas após a última administração

A TPC normalmente inicia-se após o término da Meia-Vida da testosterona no ciclo.
Por exemplo, você começaria a TPC em um ciclo cuja testosterona tivesse como éster o Cipionato, 15 dias após a última aplicação.

POR QUE PRECISO FAZER A TPC?
Ela é necessária não somente para manter os ganhos musculares em questões estéticas, mas por uma questão de prevenção contra transtornos metabólicos devido ao uso de EAs.
Um bom ataque é primeiramente uma boa defesa! Pense nisso.
OBS: Existem defensores fieis da TPC com TRIBULUS, porém, nada comprova que tal substância de fato aumente os níveis de testosterona mais do que o corpo já produz em seu limite. Logo, ele provavelmente ajudará apenas para pessoas que possuem baixa taxa de produção endógena.
O HCG também é um importante aliado da TPC, principalmente em ciclos com mais de 8 semanas e também em ciclos com substancias muito supressivas como a nandrolona.
Basicamente existem dois metodos de uso:

1. Aplicar 500iu duas vezes por semana durante todo o ciclo
2. aplicar doses mais altas no final do ciclo e semi-vida da droga:

  • Na segunda semana antes do fim do ciclo: 3000ui 3 vezes por semana
  • Na primeira semana antes do fim do ciclo: 1500ui 3 vezes por semana
  • Na semana anterior ao inicio da TPC: 1500ui 2 vezes por semana

OBS: É ESSENCIAL USAR TAMOXIFENO (entre 10 a 20mg/dia) JUNTO COM O HCG, PARA NÃO OCORRER DESSENSIBILIZAÇÃO DA PRODUÇÃO DE LH, SOB O RISCO DE ATRASAR OU IMPEDIR POR COMPLETO A RECUPERAÇÃO.

Metabolismo, Anabolismo e Catabolismo

Para o funcionamento do organismo é necessário à ocorrência de inúmeras reações bioquímicas em nível celular. O conjunto destas reações é definido como metabolismo.
Basicamente o metabolismo esta dividido em duas partes que contém objetivos e resultados opostos, o anabolismo e o catabolismo.
As reações que acarretam o armazenamento de energia e construção de tecidos são conhecidas coletivamente como anabolismo.
Neste processo, moléculas mais complexas são sintetizadas a partir de moléculas menos complexas. Estas moléculas menos complexas recebem a denominação de substratos.
Um exemplo deste processo anabólico reside na síntese de proteínas dentro do tecido muscular a partir dos aminoácidos, e na formação de estoques de glicogênio por intermédio do agrupamento de moléculas de glicose. Isto ocorre, por exemplo, quando após uma sessão de treinamento temos a ingestão adequada de nutrientes. Principalmente carboidratos e proteínas, onde os carboidratos serão convertidos em glicose e parte desta armazenada como glicogênio, e as proteínas fornecerão os aminoácidos necessários à hipertrofia muscular.
O anabolismo demanda para sua ocorrência a oferta de energia e substratos necessários às suas reações, sendo responsável pelo crescimento, regeneração e manutenção dos diversos tecidos e órgãos presentes no organismo.
Em um pólo diametralmente oposto temos o catabolismo, onde o organismo irá desmembrar moléculas mais complexas para assim obter as moléculas mais simples, e por intermédio disto aumentar a disponibilidade de nutrientes ao organismo.
Como exemplo de catabolismo, temos o processo de digestão dos alimentos, onde o organismo realiza o ” desmonte” dos nutrientes presentes nos alimentos em moléculas mais simples que serão posteriormente usadas pelo metabolismo.
As proteínas presentes em uma refeição à base de carnes irão ser desmembradas em aminoácidos e estes serão lançadas à corrente sanguínea para serem utilizados pelo organismo.
O catabolismo também ocorre quando o organismo esta sem energia suficiente e busca obter esta por intermédio da destruição de seus próprios tecidos e reservas, acarretando a liberação de aminoácidos e glicose que serão convertidos em energia.
Durante um treinamento para manter a oferta de energia necessária, o organismo estará utilizando o processo anteriormente descrito.
Devido a isto, dizemos que ninguém esta “crescendo” ou aumentando a sua performance durante uma sessão de treinamento, já que essa é essencialmente catabólica.
A melhora virá nos períodos de descanso onde o organismo, caso tenha a oferta adequada de nutrientes, estará em anabolismo.
Anabolismo e Catabolismo acontecem alternadamente no organismo, para aferirmos o resultado final destas reações teremos que analisar o balanço metabólico.
A diferença entre a quantidade total de anabolismo e a de catabolismo em um período de tempo determina o balanço metabólico.

A) Caso a quantidade de anabolismo tenha sido maior do que a de catabolismo, teremos um balanço metabólico positivo.

B) Caso a quantidade de catabolismo tenha sido maior do que a de anabolismo, teremos um balanço metabólico negativo.

C) Caso a quantidade de anabolismo tenha sido igual à de catabolismo, teremos um balanço metabólico nulo.

O catabolismo e anabolismo são regulados pelo sistema hormonal, onde alguns hormônios específicos atuam como sinalizadores e desencadeadores destes estados metabólicos.
Dentre os principais hormônios catabólicos temos a adrenocorticotropina (ACTH) que ocasiona a secreção dos hormônios glucocorticóides, dentre os quais figura o tão conhecido cortisol.
Os principais hormônios anabólicos são o hormônio do crescimento (GH), a testosterona, a insulina e o IGF-1.
Em nossa próxima edição estarei discutindo a atuação destes hormônios dentro das reações de catabolismo e anabolismo, para que assim entendamos um pouco mais sobre estes fascinantes processos metabólicos.
Referências Bibliograficas:
Fox, E.L., and Mathews, D.K. Bases fisiológicas da educação física e dos desportos. Editora Guanabara, Rio de Janeiro, 1986.
McCardle,W.D., Katch,F.I. and Katch, V.L. Exercise physiology: energy nutrition and human performance. 3rd ed., Lea & Febiger, Phyladelphia, 1991.
Warren, M.P.,Constantini, N.M., Sports Endocrinology , Totowa, Humana Press, 2000.
Por Prof Benito Olmos